
enxergando a realidade
onde a crise climática
não é um futuro distante,
mas um presente real


Um projeto que amplifica vozes
de jovens amazônidas narrando a crise climática a partir do centro.
São vozes, olhos e sonhos do território.





Filhas da Floresta é uma jornada construída por e para
jovens lideranças amazônidas, que conecta suas vivências
no território e perspectivas aos desafios globais da crise
climática. Um projeto educativo e cultural, que deseja
resgatar identidades, fortalecer lideranças, evidenciar a
cultura amazônica e apresentar outras narrativas sobre o bem-viver na Amazônia em um contexto de emergência climática.
Nasce da beira do rio e do calor da mata, da urgência de falar desde dentro — da pele, da terra, da vivência. O projeto ecoa vozes das margens que, muitas vezes silenciadas, agora tomam o centro da narrativa sobre o futuro da floresta e do planeta.
A crise climática não é um futuro distante — é um presente real, de violações, privações e muita resistência. Sentimos isso no corpo, na água, na comida que falta, nas queimadas que escurecem o céu. Mas também sentimos na força coletiva, nas soluções já em curso, no sonho de um futuro possível que nasce das margens,
que, na verdade, é central.




Somos jovens mulheres que
cultivam escuta e vivência nos
territórios tradicionais, originários
e urbanos. Com a floresta,
aprendemos a resistência — e também a criação. Queremos visibilizar narrativas enraizadas na relação com o território, transformando a comunicação em ferramenta de luta, memória e mobilização. Não apenas para aprender, mas para multiplicar saberes, sustentar redes críticas, criativas e combativas em defesa da vida.
Mais do que participantes, somos comunicadoras, ativistas e criadoras de soluções locais e globais. Lideramos esta travessia com a potência de quem sente a crise no corpo — e transforma a dor em ação.




QUEM SOMOS




Elizana
giuliana
Aysylana
Bruna
atua há 4 anos com turismo de base comunitária na comunidade de Anã onde nasceu, e como ativista pela justiça climática através do Movimento refloresta, onde também comunica a realidade da Amazônia e procura desconstruir estereótipos. Ela participa de projetos socioprodutivos que são a base econômica de sua comunidade. Seu território tem enfrentado desafios como a seca, incêndios florestais e erosões que impactam diretamente a vida dos moradores locais.
jornalista, comunicadora e ativista climática amazônida. Integra a rede de juventudes globais Unleash, que em 2024 selecionou 107 jovens da Amazônia brasileira para desenvolver soluções sustentáveis para os desafios emergentes do bioma. É juventude em formação na Rede GTA, pelo projeto Juventudes Amazônidas por Justiça Climática, e uma das 100 jovens integrantes do Lab Jovens 2025 – Rumo à COP 30, iniciativa da Embaixada da França no Brasil. Também participa do projeto Eco For English, com foco no estudo do inglês para o ativismo climático.Moradora de uma área periférica situada no entorno do Polo Industrial de Manaus, Giuliana tem raízes em comunidade indígena-ribeirinha de Maués (Mucajá) e cresceu na divisa dos bairros Armando Mendes e Comunidade da Sharp. A partir de sua vivência como mulher amazônida e comunicadora na cidade, ela observa como os efeitos das mudanças climáticas – como secas extremas, enchentes, ondas de calor, queimadas e insegurança alimentar – têm intensificado a vulnerabilidade de famílias da periferia urbana. Em territórios marcados por falta de saneamento, ocupações irregulares, riscos ambientais e ausência de políticas públicas sustentáveis, Giuliana reforça a urgência de soluções estruturantes que dialoguem com as realidades amazônicas a partir de seus próprios sujeitos.
tem 31 anos e é Rolim de Moura - RO. Maquiadora, produtora rural e artesã. Atua desde os 13 anos na Pastoral da Juventude, está a serviço como coordenadora regional Noroeste da PJ pela Diocese de Ji-Paraná, onde está responsável pela Campanha de Enfrentamento ao Ciclo de Violência Contra Mulher; e junto aos demais jovens, promovem rodas de discussões e formações sobre Ecologia Integral e acolhimento aos jovens marginalizados. Está iniciando novos projetos na área rural, onde mora, que promovem a sustentabilidade no cultivo e artesanato. Em seu território, que é uma região predominante a agricultura familiar, o tempo da chuva e da estiagem está mudando, a estiagem tá mais severa com os rios secando, e as queimadas está deixando o ar insalubre.

Ana Cristina


Yane
Shalimar




Juliana
Gleiciane
Irenilde
é educadora popular, jovem liderança climática e ativista periférica maranhense. Atua na intersecção entre educação do campo, agroecologia, justiça climática, juventudes e protagonismo feminino, com foco no fortalecimento das periferias urbanas e territórios rurais frente às emergências climáticas. Faz parte do IRCOA (Instituto de Coordenação e Assessoria das Casas Familiares Rurais do Maranhão), onde atua na formação de jovens do campo em práticas agroecológicas por meio do curso técnico em agropecuária. Também integra o Comitê de Educação do Campo do Maranhão e a RAMA (Rede de Agroecologia do Maranhão), espaços que articulam resistências rurais e saberes ancestrais como resposta à destruição ambiental.É representante do Maranhão no PerifaPAC, projeto do Instituto Vladimir Herzog, dentro do eixo “Cidades Sustentáveis e Resilientes” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), propondo soluções urbanas alinhadas à justiça climática. Compõe ainda a Rede GTA, no projeto Juventudes Amazônidas por Justiça Climática, e é formada pela Youth Climate Leaders (YCL). Além disso, é membro do Engajamundo e integra o projeto Jovem Líder Mulher, da Plan International, voltado ao fortalecimento do protagonismo feminino frente às crises climática e social.Ayslana denuncia os efeitos do racismo ambiental em sua periferia, marcada pela ausência de direitos básicos como acesso a áreas verdes e infraestrutura urbana."
Ribeirinha da Comunidade XV de Setembro (Rio Negro - AM), sou secretária da ACS Rio Negro, membro da Rede de Jovens da Reserva da Biosfera da Amazônia Central, REDE SAUIM . Diretora de Calha do Baixo Rio Negro pelo CNS – Conselho Nacional das Populações Extrativistas e embaixadora Guardiãs, pelas áreas protegidas e conservadas da América Latina e Caribe. Vivo de perto os impactos da crise climática — as secas cada vez mais intensas isolam minha comunidade e mudam nossa rotina, o trabalho, o acesso ao rio, à saúde e à alimentação. Minha luta é pela preservação da Amazônia, pela educação ambiental e pelo fortalecimento das vozes jovens e femininas da floresta. A Amazônia fala, e eu sou uma das que ecoam essa voz.
secretária estadual de Juventude do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) no Pará e integra a Comissão de Juventudes Extrativistas do estado. Ela observa impactos evidentes e desafiadores das mudanças climáticas em seu território, no Projeto de Assentamento Agroextrativista São João Batista-Campompema, como a erosão do solo e o desgaste das margens dos rios. Algumas espécies de peixe estão sendo extintos e há alterações nas safras de açaí, fruto socioeconômico fundamental para a comunidade, que agora apresenta um ciclo de colheita mais curto e caroços que secam rapidamente. O calor intenso prejudica outras árvores frutíferas, a pesca de camarão enfrenta escassez desordenada, e a qualidade da água piorou, afetando a saúde e o modo de vida local, ameaçando identidade e tradições.
atua em um projeto educacional voltado para a formação de guardiões ambientais ribeirinhos, promovendo a interação das comunidades ribeirinhas com a preservação da natureza. Ela observa que seu território, na região ribeirinha, no interior do município de Afuá, enfrenta impactos concretos das mudanças climáticas, como o crescimento das praias, aumento da poluição no rio, diminuição de animais na região e a escassez de açaí, fato ocorrido por curto período, mas que afetou na época os ribeirinhos, importante fonte de renda local. Além disso, a fumaça das queimadas (ocorridas no verão do ano de 2024) evidencia os efeitos diretos e indiretos da crise climática na vida das populações ribeirinhas.
é acreana, voluntária desde 2022 no Comitê Chico Mendes, uma organização da sociedade civil que busca manter vivo o legado de Chico Mendes. Desde o ano passado, integra a Aliança dos Povos pelo Clima, que reúne territórios indígenas e tradicionais de toda a Amazônia Legal, com o objetivo de fortalecer a luta coletiva pelos direitos da floresta e de quem vive nela. Além de viabilizar a participação e incidência desses atores em espaços de tomada de decisões, como a COP 30. Ela percebe os efeitos das mudanças climáticas tanto na área urbana do Acre quanto nas áreas de floresta. Filha e neta de seringueiros(as), hoje ela vive na periferia da capital Rio Branco, conhecida como Baixada da Sobral. Uma região de alto risco, onde as enchentes se tornaram uma realidade anual desde 2015, obrigando a comunidade a deixar suas casas até que o nível da água baixe.
jovem indígena e liderança da aldeia Piaçaba do Mearim, localizada na Terra Indígena Bacurizinho. Ela atua em uma rede de juventude indígena que busca fortalecer a participação jovem na defesa dos direitos, na valorização cultural e na conservação ambiental do seu povo. Também integra o movimento indígena focado na proteção dos territórios tradicionais frente a ameaças externas e internas. Ela observa os impactos das mudanças climáticas e das pressões do agronegócio no entorno de sua terra indígena, que trazem graves consequências para o território e sua comunidade como a poluição dos rios, queimadas e surgimento de doenças que têm aumentado, afetando a produtividade das roças, a escassez de caça – que é essencial para as festas culturais estão em extinção – e a diminuição das chuvas. "
integra a OCA Amazônia, organização fundada em 2022 por 4 mulheres comprometidas com a construção de autonomia, justiça e resiliência nos territórios amazônicos. A OCA atua em parceria com comunidades tradicionais, originárias e urbanas, fortalecendo iniciativas de inclusão social, educação, cultura, equidade de gênero, infraestrutura comunitária e enfrentamento das mudanças climáticas. Shalimar vive em um bairro periurbano de Manaus que, ao longo dos anos, passou por intensa urbanização, avanço sobre áreas verdes e ocupações em zonas de proteção ambiental. Ela observa que as mudanças climáticas têm intensificado eventos extremos de chuva, ampliando inundações agravadas pela impermeabilização do solo, descarte de resíduos e desmatamento das margens dos igarapés.

como
A partir de uma formação aprofundada e uma condução qualificada em cinema e técnicas de audiovisual, as participantes coletam histórios, imagens e criam narrativas desde suas casas e atuações, em linguagem documental, sobre suas realidades, como suas comunidades são impactadas pela crise e apontam para projetos inspiradores que buscam trazer prosperidade e vida, mesmo em face aos desafios
— soluções reais que já existem e brotam do próprio território.

Os registros dessas vivências, com seus próprios olhos e escutas, vão construir pontes entre saberes ancestrais e experiências atuais da crise climática.
Ao longo do processo, serão guiadas por organizações com vasta experiência na região através de metodologias de aprendizagem ativa e coletiva, além de receberem formação técnica e prática em audiovisual, e juntas irão criar uma websérie documental . Imagens, palavras e encontros filmados por elas — da floresta para o mundo.





A culminância será o pré-lançamento
do filme na COP30, em Belém, onde levarão suas propostas, denúncias e sonhos para o centro do
debate climático. Rompendo com a lógica de que apenas especialistas de fora falam sobre a Amazônia,
as jovens também irão co-criar um evento público em Belém, para compartilhar reflexões e propostas ampliadas com a sociedade civil.
Filhas da Floresta é também semente de futuro: fortalecendo o papel das jovens como lideranças e multiplicadoras de soluções climáticas pós COP 30
- trazendo visibilidade para alçar novos apoios
para suas atuações locais.
Inspirado no manifesto “Somos Filhos da Floresta” (2018), escrito por
jovens ribeirinhos em Manaus, Filhas da Floresta é desdobramento
vivo desse sonho: falar por si, desde dentro, com a força de quem é território.


Impactos esperados

Identidade fortalecida
Jovens amazônidas com maior senso de pertencimento e
protagonismo.


Conhecimento difundido: Ampliação da compreensão sobre o bioma, a sociedade
e a cultura amazônica.
Soluções mapeadas
Levantamento de saberes locais
sobre crise climática e estratégias
de adaptação e mitigação.

Conscientização global
Produção de conteúdos audiovisuais impactantes sobre a realidade das mudanças climáticas em seus territórios e as aspirações das juventudes amazônicas.

Ações locais
Iniciativas práticas desenvolvidas pelos jovens em suas comunidades, integrando aprendizados da jornada e promovendo impactos concretos e duradouros

CONTEXTO
A Amazônia arde, seca, sufoca.
No norte do Brasil, rios viram areia, cidades respiram fumaça, e comunidades inteiras são isoladas pelo colapso do ciclo das águas. Em 2023, mais de 600 mil pessoas ficaram ilhadas quando os grandes rios deixaram de correr. Em 2024, o desmatamento segue em ritmo alarmante. A floresta sangra — e com ela, sangra o futuro.
Não é de hoje que os alertas ecoam: cientistas, lideranças territoriais e saberes ancestrais vêm apontando os sinais da crise há décadas. A mudança climática já é presente — e se expressa no cotidiano de milhões de pessoas. Mas enquanto o mundo ainda hesita, os povos da floresta já caminham.
Ribeirinhos, indígenas, quilombolas, negros, periféricos: quem habita a Amazônia com os pés no chão da mata há gerações também cultiva soluções. São mestres na prática de tecnologias ancestrais de cuidado com o clima e o território. Guardam, em seus modos de vida, respostas vivas aos dilemas globais.
Mas falta escuta, falta apoio, falta reparação.
O que não falta é sabedoria.
É urgente derrubar as barreiras que dificultam o acesso dessas comunidades ao financiamento climático. Elas já têm o conhecimento, a experiência e a inovação necessária para enfrentar os impactos da crise. O que precisam é de parceria,
não tutela — de visibilidade, não apagamento.
Entre essas vozes, as juventudes se levantam com potência. E entre elas, as jovens mulheres — que são muitas, mas ainda pouco vistas. No Amazonas, maior estado do Brasil, as mulheres representam 50,2% da população, segundo o IBGE. Ainda assim, continuam
sub-representadas em espaços de decisão, ciência, política e trabalho formal.
Na floresta, elas enfrentam as menores taxas de escolaridade, os menores salários,
as maiores ausências.
Filhas da Floresta nasce dessa urgência: reconhecer e fortalecer o protagonismo das jovens amazônidas na linha de frente da resistência climática. Garantir que suas vozes ecoem onde as decisões são tomadas. Formar, conectar e apoiar lideranças que não só denunciam o colapso — mas também anunciam mundos possíveis.